“A educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.

Paulo Freire

quinta-feira, 17 de março de 2011

AS COISAS DO MEU NORDESTE


Eu queria ser poeta
E cantar uns versos meus
Agradecer este dia
Ao nosso querido Deus
Por ter me dado a vida
A minha infância querida
Estar sempre junto aos meus.

A sina que Deus me deu
Foi tracejar meu caminho
Sei que sou nordestina
Do sertão pernambucano
Da minha Floresta querida
Que é parte da minha vida
Que sempre tem outro plano

Um dia sei que eu volto
Pro Riacho do Navio
Ando lá num sinto frio
Como dizia Gonzaga
O nosso rei do baião
Cantando nosso sertão
As belezas da florada

A riqueza do nordeste
Está naquele azulão
Que canta neste sertão
Neste Brasil de caboclo
Numa sala de reboco
De mãe Preta e pai João

Do meu nordeste não saio
Que é aqui meu lugar
As cordas dessa viola
De saudade faz chorar
O sino lá da capela
Da praça, do Rosarinho
Não esqueça de rezar

Tomara só que Deus ouça
O penar tão sertanejo
Dessas palavras ensejo
Que roem no coração
Da nordestina que um dia
Saindo desse sertão
Foi parar na Paraíba
A outra terra querida
Pedaço do meu torrão.

E aqui eu vou findando
Mais uns versos a trovar
Palavras se perdem ao vento
Mas nas linhas, ficam lá
Escreverei meu nordeste
Meu toco pernambucano
De Floresta do Navio
Monteiro, na Paraíba
São minhas terras queridas
Que guardo no meu pensar.

(DSNMayer, 17/03/2011)

Nenhum comentário:

Postar um comentário